
Lugar de Cobra É No Chão
Chico Buarque
Crítica à traição e poder em “Lugar de Cobra É No Chão”
Em “Lugar de Cobra É No Chão”, Chico Buarque utiliza a figura da cobra como metáfora para pessoas traiçoeiras e mal-intencionadas. A expressão “deram asas à cobra e a cobra voou” mostra que, ao dar liberdade ou poder a quem não merece, as consequências podem ser graves e difíceis de reverter. O verso “continua voando, espalhando seu veneno” reforça como a influência dessas pessoas pode se espalhar e prejudicar o ambiente e os relacionamentos ao redor. A música deixa claro que, diante da justiça, não cabe piedade: “É proibido ficar com pena de ver a cobra voltar a se arrastar”.
Chico também faz uma crítica à arrogância e à ilusão de poder. No trecho “eu sempre quis lhe dar a mão e você se encheu de anéis e vive a pensar que o mundo está a seus pés”, ele aponta para quem se aproveita da confiança dos outros para se sentir superior, esquecendo que “o mundo tem virada” e que tudo pode mudar. A frase “quem é tudo não é nada” destaca a efemeridade da soberba e sugere que a justiça, cedo ou tarde, se impõe. Por fim, a canção alerta para o risco de se deixar contaminar por pessoas venenosas, já que “uma alma envenenada pode envenenar também”. A oposição entre a cobra (no chão) e os passarinhos (no céu) simboliza a separação entre quem espalha o mal e quem traz leveza, reforçando a crítica social e moral da composição.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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