O Endereço Do Outro
Cláudio Fontenelle
A bússola quebrou na porta de entrada
Onde a dor do outro é uma rua blindada
Fácil atirar a primeira pedra do alto
Mas o caminho é de vidro, é um salto
Não é só olhar, é vestir a sandália
Cão olhar é vestir a sandália
Caminhar no deserto, ignorar a mágoa
O endereço mais difícil do mundo é o lugar
Que o outro guarda no fundo
Julgar é a luz de um farol que mente
Entender é calçar o sapato e sentir
Vou cruzar a ponte e queimar o mapa, onde
O medo do outro enfim me escapa
Onde o medo do outro enfim me escapa
Oh, whoa
A sola gasta ensina o que o livro esconde
A voz que eu ignorei é a que me responde
Não é só bondade, é força para ver que o mapa
Do vizinho é o meu renascer
Abro a porta, deixo o ego
Nascer, abro a porta, deixo o ego na rua
A dor que era dele agora é a Lua, é a Lua
O endereço mais difícil do mundo
É o lugar que o outro guarda no fundo
Julgar é a luz de um farol que mente
Entender é calçar o sapato e sentir
Vou cruzar a ponte e queimar o mapa, onde
O medo do outro enfim me escapa, onde o
Medo do outro enfim me escapa
Oh, whoa
O endereço é o lugar que eu nunca quis
Morar até te encontrar aqui, encontrar aqui
O endereço mais difícil do mundo é o lugar
Que o outro guarda no fundo
Julgar é a luz de um farol que mente
Entender é calçar o sapato e sentir
Vou cruzar a ponte e queimar o mapa
Onde o medo do outro enfim me escapa
Onde o medo do outro enfim me escapa
Oh, whoa
Calcei os sapatos no endereço do outro
Hum



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