O Som do Berrante
Cláudio Fontenelle
Oi, oi! Vem cá!
Vê se acorda desse sono profundo
Atrás da cerca repetindo o mundo
Se a corrente é de ouro ou de papel
Sua cabeça vive num quartel
O rebanho segue o som do berrante
Mas o gado nunca foi pensante
A cerca é baixa, o pasto é ilusão
Falta brilho, só sobrou submissão
Bota o gado para dançar na ladeira
Quem tem mente fraca entra na bobeira
Se a cabeça não funciona sozinha
Vira massa, vira pó, vira farinha
Vira massa, vira pó, vira farinha
Roda a baiana, mas não perco o rumo
Sair da jaula é o meu consumo
Sair da jaula é o meu consumo, oh
No poleiro do quintal, você é rei
Mas não entende o peso da lei
Bate no peito, mas treme o queixo
Não passa fome, mas vive no feixo
A voz que grita não é sua, irmão
É o eco podre da manipulação
Pule a corda, fuja da prisão
Use o miolo, não só o coração
Bota o gado para dançar na ladeira
Quem tem mente fraca entra na bobeira
Se a cabeça não funciona sozinha
Vira massa, vira pó, vira farinha
Vira massa, vira pó, vira farinha
Roda a baiana, mas não perco o rumo
Sair da jaula é o meu consumo
Sair da jaula é o meu consumo
Pula a corda, pule fora! (Pule fora!)
Quem pensa é livre, chegou a hora!
Chegou a hora!
Valeu, Salvador! Fui!



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