
Santa Lucia Luntana
Claudio Villa
Nostalgia e saudade em “Santa Lucia Luntana” de Claudio Villa
“Santa Lucia Luntana”, interpretada por Claudio Villa, retrata de forma sensível o sentimento de saudade dos napolitanos que precisaram deixar sua terra natal. O verso “Cchiù luntana staje, cchiù bella pare” (“Quanto mais longe você está, mais bonita parece”) resume o tema central: a distância transforma Santa Lucia, bairro de Nápoles, em um símbolo idealizado e ainda mais precioso para quem parte. Essa idealização é reforçada pelo contexto histórico da canção, composta em 1919 por E. A. Mario, período marcado pela intensa emigração italiana em busca de melhores condições de vida.
A letra descreve marinheiros napolitanos embarcando para terras distantes, enquanto o golfo de Nápoles desaparece no horizonte e a lua sobre o mar traz lembranças da cidade. Termos como “malincunia” (melancolia) e a busca por fortuna em outros lugares evidenciam o dilema do emigrante: a necessidade de partir, mas sem conseguir se desligar emocionalmente de suas raízes. O trecho “canto d'e Ssirene” (“canto das sereias”) simboliza o chamado irresistível da terra natal, enquanto “Core nun vò' ricchezze, si è nato a Napule ce vò' murí!” (“O coração não quer riquezas, se nasceu em Nápoles, quer morrer lá!”) expressa o desejo profundo de retorno. A interpretação de Claudio Villa intensifica essa nostalgia, tornando “Santa Lucia Luntana” um hino universal sobre o apego à terra natal e a dor da separação.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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