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Coisas de Negrão

Crioulo Dos Pampas

LetraSignificado

    A minha grana estava muito curta
    Mas o meu sonho era comprar um carrão
    Um Corcel 2, Passat, era muito caro
    De um picareta comprei um Simca Tufão

    Tranquei o trânsito na Assis Brasil
    Pois pegou fogo na instalação
    Quando gritou um cabeludo arriado
    Num carrão bem do meu lado
    Isto é carro de negrão
    Quando gritou um cabeludo arriado
    Num carrão bem do meu lado
    Isto é carro de negrão

    (Qual é que deu cara? Só porque sou preto, não posso ter um carro? Haha)

    Num dia deste saí com um amigo
    Nós fomos juntos numa diversão
    Mas meu amigo bebeu demais
    Fui levar em casa em consideração
    E a mulher dele deu uma baita encrenca
    E afinal, eu que passei por beberrão
    Sai com esses caras e passa o dia bebendo
    Ele acabou dizendo a culpa é do negrão
    Sai com esses caras e passa o dia bebendo
    Ele acabou dizendo a culpa é do negrão

    (É sempre assim! O negrão é que leva a culpa)

    No posto One eu abastecia o carro
    Tinha um bombeiro que apelou pra gozação
    Quando eu saia sempre mexia comigo
    Tchau crioulo! Cuida o carro do patrão
    Eu me invoquei e contratei um motorista
    E no banco traseiro eu vinha bem atiradão
    Mas mesmo assim não me escapei do bombeiro
    Bateu no vidro traseiro de carona, hein, negrão
    Mas mesmo assim não me escapei do bombeiro
    Bateu no vidro traseiro de carona, hein, negrão

    (Elas me chamam de negrinho)
    (Negrão é o meu avô)
    (Negro é o meu pai, haha!)

    Na minha rua tinha uma loirinha
    Há muito tempo era uma tentação
    Eu não queria chegar no pedaço
    Para evitar uma complicação
    Mas me obriguei a conferir o lance
    E fui com ela até o portão
    Quando a mãe dela saiu que era uma louca
    Me meteu a boca mas qual é a tua, negrão?
    Quando a mãe dela saiu que era uma louca
    Me meteu a boca mas qual é a tua, negrão?

    (Ihh! Não é esse lado tia)
    (Nós tava só)
    (Ela é uma queridinha)
    (Só até aqui no portão)

    Porém agora eu vou finalizando
    Último verso desta canção
    A pretos e brancos vai o meu abraço
    E para os meus fãs um aperto de mão
    Tomei liberdade fazendo esses versos
    Deste ditado que é uma gozação
    Viva o Brasil onde não há racismo
    De credo e catecismo somos todos irmãos
    Viva o Brasil onde não há racismo
    De credo e catecismo somos todos irmãos
    Viva o Brasil onde não há racismo
    De credo e catecismo somos todos irmãos

    Composição: Joao Guerreiro. Essa informação está errada? Nos avise.

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