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Chasque Prá Tia Anastácia

Cristiano Quevedo

Memórias e saudade em “Chasque Prá Tia Anastácia” de Cristiano Quevedo

Em “Chasque Prá Tia Anastácia”, Cristiano Quevedo utiliza o termo “chasque” — tradicionalmente uma mensagem ou carta no contexto gaúcho — para construir uma narrativa de saudade e conexão com as origens. A música é apresentada como uma carta enviada por alguém afastado de sua terra natal “por ofício do destino”, que busca, por meio das palavras, reviver lembranças da infância e do ambiente rural. Elementos como “pescarias”, “domas” e o “pão de forno da vovó” não apenas retratam o cotidiano do interior do Rio Grande do Sul, mas também simbolizam uma época marcada pela simplicidade e pelo calor familiar.

A figura da “Tia Anastácia” remete à ideia de uma cuidadora, evocando a personagem dos livros de Monteiro Lobato, conhecida pelo acolhimento e ligação com a cultura popular. Mesmo sem confirmação direta do artista, essa referência reforça o tom nostálgico e afetivo da canção. Ao citar lugares como “costa do camaquã” e pessoas do convívio, como “o nei, o altamir eo João”, Quevedo valoriza a identidade regional e a importância das relações comunitárias. O trecho “Coisas que eu não consigo / Nos rodeios da cidade” destaca o contraste entre a liberdade do campo e a vida urbana, evidenciando a saudade de um tempo e espaço que só podem ser revisitados na memória, como ao “pintar uma aquarela” ao abrir uma janela para o passado.

Composição: Zulmar Benitez, Luís Godinho. Essa informação está errada? Nos avise.

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