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Olhos Verdes

Dalva de Oliveira


Vem de uma remota batucada
Numa cadência bem marcada
Que uma baiana tem no andar
E nos seus requebros e maneiras
Na graça toda das palmeiras
Esguias altaneiras a balançar

São da cor do mar e da cor da mata
Os olhos verdes da mulata
Tão cismadores e fatais, fatais
E num beijo ardente e perfumado
Conserva o cravo do pecado
Dos saborosos cambucais

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