Rio de lama, Doce, agora amargo
Vem de Mariana, desceu rejeito não tem pra ninguém
E varre cama, e sonho e segue tudo pro além
E diga Vale, quanto vale a vida de alguém?

Rio de lama, Doce, agora amargo
Vem de Mariana, desceu rejeito não tem pra ninguém
E varre cama, e sonho e segue tudo pro além
E diga Vale

Monstro desceu corredeira (dizimando tudo a sua frente)
Não tem medo de ninguém (de investigação nem de autoridade)
Quase toda realeza (através do financiamento de campanha)
Foi comprada com vintém

Sai da frente camarada, que lixo tóxico não dá pra beber
Querosene nem gelada, olha o nível dessa gente procê vê!
A TV não fala nada, mas deles a gente devia esperar o quê?
Tragédia desenfreada! E morre bicho, e morre gente e gente tentando esconder

Leito do rio, nosso karma, que a ganância desmedida traga

Resumidas vidas de incontáveis animais é dívida eterna
Com a nossa casa, nossa Terra

Quantas toneladas consumimos de ferro?!
Quantas mortes sufocadas sem berro?!

Rio de lama, Doce, agora amargo
Vem de Mariana, desceu rejeito não tem pra ninguém
E varre cama, e sonho e segue tudo pro além
E diga Vale, quanto vale a vida de alguém?

Rio de lama, Doce, agora amargo
Vem de Mariana, desceu rejeito não tem pra ninguém
E varre cama, e sonho e segue tudo pro além
E diga Vale, quanto vale a vida de alguém?

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Composição: Emilio Dragão / Trecho De Poema De Carlos Drummond De Andrade. Essa informação está errada? Nos avise.
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