
Quanto Vale?
Djambê
Crítica social e ambiental em "Quanto Vale?" de Djambê
A música "Quanto Vale?" de Djambê faz uma crítica direta à empresa Vale, responsável pelo desastre ambiental de Mariana, e questiona o valor que a sociedade e o poder econômico dão à vida humana e ao meio ambiente. O trocadilho na frase “E diga Vale, quanto vale a vida de alguém?” destaca a ironia e a indignação diante da postura da empresa e do sistema que a protege. A letra transforma o nome "Rio Doce" em "amargo", usando essa mudança como símbolo da destruição causada pelo rompimento da barragem e da dor coletiva que se seguiu.
A canção denuncia a ganância das grandes corporações e a impunidade, como mostram os versos “Monstro desceu corredeira (dizimando tudo a sua frente) / Não tem medo de ninguém (de investigação nem de autoridade)”. Esses trechos apontam para a força destrutiva do desastre e a ausência de responsabilização das autoridades e empresas envolvidas. O verso “Quase toda realeza (através do financiamento de campanha) / Foi comprada com vintém” sugere corrupção e conivência política, ampliando a crítica para além da empresa e atingindo o sistema político. Imagens como “varre cama, e sonho e segue tudo pro além” e “morre bicho, e morre gente” reforçam o impacto humano e ambiental da tragédia. O refrão repetido enfatiza o questionamento sobre o verdadeiro preço do progresso e do consumo desenfreado dos recursos naturais.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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