
Corpo Fechado
Djonga
Resistência e ancestralidade em "Corpo Fechado" de Djonga
Em "Corpo Fechado", Djonga utiliza o conceito das religiões afro-brasileiras de proteção espiritual para expressar sua resistência diante das violências sociais e institucionais. O termo "corpo fechado" vai além do sentido religioso, tornando-se uma declaração de invulnerabilidade frente ao racismo, à repressão policial e à marginalização. Ao se autodefinir como "carne de pescoço" e afirmar "não tenta que tá osso", Djonga deixa claro que não se deixa abater facilmente pelas adversidades impostas pelo contexto em que vive.
A letra traz um tom de enfrentamento e orgulho das origens periféricas, como em "Da rua eu vim, quebrada sou" e "Vivi foi no subúrbio, é fácil crescer revoltado". Djonga denuncia o preconceito e a criminalização, se opondo à autoridade policial em "Diferente de fardado, não obedeço delegado" e criticando o Estado em "Pau no cu do Estado e dos coxinha escroto". Ao mencionar Oxalá e São Jorge, ele reforça a importância da ancestralidade e da proteção espiritual para quem enfrenta diariamente a violência e a exclusão. O uso de gírias e referências à cultura de rua evidencia como a identidade e a luta coletiva são fundamentais para a sobrevivência e afirmação diante de um sistema opressor.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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