
Caxinguelê
Dominguinhos
Metáforas e memórias em "Caxinguelê" de Dominguinhos
Em "Caxinguelê", Dominguinhos utiliza a figura do caxinguelê, o esquilo brasileiro, como metáfora para o beijo e o abraço prometidos, mas nunca recebidos. O animal, conhecido por sua agilidade e dificuldade de ser capturado, representa o carinho desejado e sempre fora de alcance. Essa escolha traz um tom leve e brincalhão à música, ao mesmo tempo em que revela uma nostalgia sutil, já que o afeto esperado nunca se concretiza.
A letra também faz referências ao passado histórico do Brasil, mencionando "um sobrado assombrado do tempo do ouro e dos reis" e "um castelo caiado dos donos da cana e café". Essas imagens remetem ao período colonial e à herança de promessas não cumpridas, conectando o desejo frustrado do narrador a uma tradição de esperteza e desencontros que atravessa gerações. O tom irônico aparece quando o narrador admite que "a esperteza que nunca me enganou" é algo recorrente, tanto nas relações pessoais quanto na história do país. Assim, Dominguinhos mistura elementos lúdicos e históricos para falar de saudade, desejo e das pequenas artimanhas do amor.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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