
Siá Mariquinha
Dominguinhos
Memória e saudade no universo de “Siá Mariquinha”
“Siá Mariquinha”, de Dominguinhos, explora como as lembranças do ambiente rural funcionam como um refúgio emocional diante das perdas e do tempo que passa. A “velha casinha” e o “pé de jatobá” não aparecem apenas como cenários, mas como símbolos de um período em que o amor e a simplicidade eram plenos. Esses elementos servem de âncora para a saudade que atravessa toda a música, mostrando que o passado se transforma em um espaço idealizado de felicidade. A frase “quanto mais passado o tempo, mais o amor aumenta, mais saudade vem” reforça que, à medida que o tempo passa, as lembranças ganham ainda mais valor e intensidade.
O tom nostálgico é reforçado pela repetição do nome “Siá Mariquinha” e pela descrição de cenas do cotidiano, como o sabiá cantando no jatobá e o riacho que “rodiando a volta” da casa. Esses detalhes evocam não só a saudade de uma pessoa, mas de todo um modo de vida que se perdeu. Quando a letra diz que “a ventania de riba da serra pegou a casinha e escangalhou”, a ventania pode ser entendida tanto como um evento real quanto como uma metáfora para as mudanças inevitáveis da vida. A pergunta “me diga se a saudade mata, se a saudade mata, qu’eu já to com medo” resume o peso da ausência e a dificuldade de lidar com a perda, mostrando que cantar é o único alívio possível diante de uma saudade que não tem solução.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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