
Goiabada Cascão
Dudu Nobre
Nostalgia e crítica social em “Goiabada Cascão” de Dudu Nobre
Em “Goiabada Cascão”, Dudu Nobre utiliza a imagem da goiabada cascão em caixa como símbolo de um tempo marcado pela simplicidade e autenticidade, que hoje parece distante. A letra faz um contraste entre elementos tradicionais, como “rango de fogão de lenha” e “samba de partido-alto com a faca no prato”, e referências à modernidade, como “misto quente”, “milk-shake” e “discoteque”. Esse contraste reforça a sensação de perda de costumes e valores culturais, trazendo à tona uma saudade das experiências coletivas e do convívio próximo, expressa na repetição de “já não tem na praça, mas como era bom”.
A música também apresenta uma crítica sutil à superficialidade das práticas atuais, usando expressões como “só tapeação” e “só imitação” para destacar a diferença entre o passado autêntico e o presente mais artificial. Ao mencionar a “vida na casa de vila, correndo tranqüila, sem perturbação”, Dudu Nobre evidencia o desejo por um cotidiano mais calmo e comunitário, em contraste com a vida moderna, representada pelo “conjugado que é mais apertado do que barracão”. Assim, a canção mistura diversão e reflexão, convidando o ouvinte a valorizar as raízes culturais e as pequenas alegrias do passado.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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