
Cangaceiro
Dudu Nobre
O cotidiano sertanejo e a luta por afeto em “Cangaceiro”
Em “Cangaceiro”, Dudu Nobre retrata a vida no sertão nordestino a partir da perspectiva de quem enfrenta a pobreza, a seca e a violência diariamente. A ironia ao chamar o jegue de “alazão” mostra o humor resignado do sertanejo, que valoriza o pouco que tem mesmo diante das dificuldades. A figura do cangaceiro, símbolo do banditismo social do Nordeste, representa o medo constante e a vulnerabilidade dos moradores da região, que convivem com ameaças e incertezas.
A letra destaca a simplicidade da vida sertaneja, como em “Minha riqueza vem da ajuda do meu gado / É tão pouquinho mas é tudo que eu tenho”, evidenciando que a verdadeira riqueza está no afeto e nos laços familiares. O pedido para que o cangaceiro “baixe essa arma de fogo” e “não leve a dona do meu coração” reforça que, para o protagonista, o maior tesouro é o amor de sua companheira. O colchão, chamado de “confidente do meu corpo”, simboliza a intimidade e a solidão de quem luta para sobreviver. Apesar das adversidades, a música traz um tom de esperança e resistência, conectando a história do cangaço à luta diária do povo nordestino e mostrando a dignidade de quem valoriza o que realmente importa.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Dudu Nobre e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: