
Lamento da Lavadeira
Dudu Nobre
Desigualdade e resistência em "Lamento da Lavadeira"
"Lamento da Lavadeira", de Dudu Nobre, aborda de forma clara a desigualdade social e a exploração do trabalho doméstico, especialmente das lavadeiras que serviam famílias da elite. A letra utiliza diminutivos para os instrumentos de trabalho — "um pedacinho assim" de sabão, "um tanquinho assim", "uma cordinha assim" — e um aumentativo para a quantidade de roupa — "um tantão assim" —, destacando a diferença entre os poucos recursos disponíveis e o volume excessivo de serviço. Essa escolha de palavras reforça a sensação de impotência diante da tarefa e evidencia a precariedade das condições enfrentadas por essas trabalhadoras.
A repetição do verso "Para lavar a roupa da minha sinhá" ressalta a rotina exaustiva e faz referência à submissão histórica das lavadeiras, muitas delas negras e pobres, que dependiam desse trabalho para sobreviver. O trecho "Trabalho, um tantão assim... Cansaço é bastante sim... Dinheiro, um tiquinho assim..." resume o principal lamento: o esforço é enorme, o cansaço é real, mas a recompensa financeira é mínima. Dudu Nobre transforma o cotidiano dessas mulheres em um retrato social, denunciando a exploração e a falta de reconhecimento, ao mesmo tempo em que humaniza e dá voz a quem, por muito tempo, foi invisibilizado.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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