
Tempo de Dondon
Dudu Nobre
Memórias e nostalgia carioca em “Tempo de Dondon”
“Tempo de Dondon”, de Dudu Nobre, retrata com leveza e nostalgia as mudanças culturais e sociais que transformaram o cotidiano do Rio de Janeiro. A figura de Don-don, zagueiro do Andarahy Athletico Club nos anos 1930, é usada como símbolo de uma época considerada mais simples e acolhedora. O refrão, “No tempo que Dondon jogava no Andarahy / Nossa vida era mais simples de viver”, destaca a ideia de que, naquele período, as relações eram menos complicadas e a vida parecia mais tranquila, sem tanto “Miserê” (dificuldade) ou “Ti-Ti-Ti” (fofoca, confusão).
A canção faz uma homenagem direta a Don-don, lembrado não só por sua atuação no futebol, mas também por sua presença marcante nos pagodes de Vila Isabel, onde era conhecido pela generosidade e alegria. Dudu Nobre e Nei Lopes utilizam expressões antigas e referências a costumes e objetos que mudaram ou desapareceram, como “Propaganda era Reclame”, “Ambulância era Dona Assistência” e “Rock se chamava Fox”. Esses detalhes reforçam o sentimento de saudade e pertencimento a uma memória coletiva carioca. O tom descontraído e coloquial aproxima o público, tornando a saudade algo compartilhado, especialmente ao citar elementos como a “Goiabada Cascão em Caixa” e o Carnaval na Rio Branco, convidando o ouvinte a valorizar a simplicidade e o espírito comunitário de outros tempos.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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