
Barrados no Baile
Eduardo Dusek
Crítica ao elitismo e à exclusão em “Barrados no Baile”
“Barrados no Baile”, de Eduardo Dusek, usa a ironia para expor o desejo de pertencimento e a busca por status na sociedade brasileira dos anos 1980. A música satiriza quem acredita que aparência e postura são suficientes para ser aceito em círculos exclusivos. Dusek descreve personagens que se esforçam para parecer sofisticados, mas acabam sendo rejeitados, como mostra o refrão: “Barrados no baile, oh-oh / Só viviam dando detalhe”. O casal da música tenta justificar o fracasso social, mas só coleciona desculpas e constrangimentos.
O contexto histórico reforça a crítica: durante a ditadura militar, a canção foi censurada sob a alegação de referência a drogas, por conta da expressão “bolinha pra dormir” — uma gíria da época, que nem aparece na letra divulgada. Esse episódio evidencia o moralismo e a paranoia do período, que Dusek ironiza ao mostrar a dupla “chique na entrada, amarrotada teve que sartar”, terminando a noite de salto alto e pose desfeita, comendo hot dog na rua. A letra também destaca que, mesmo sendo “gente considerada”, sem os contatos certos — “se não for peixinho não nada” — ninguém entra no clube dos privilegiados. Assim, a música faz uma crítica bem-humorada ao elitismo, à superficialidade e às armadilhas do desejo de aceitação social.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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