
Nostradamus
Eduardo Dusek
Humor e ironia diante do caos em "Nostradamus"
A música "Nostradamus", de EDUARDO DUSEK, aborda o tema do apocalipse de forma inusitada, misturando humor e ironia para tratar o fim do mundo. Em vez de desespero, o protagonista reage com uma naturalidade quase absurda diante do caos, como ao cumprimentar as pessoas com um "Bom dia" em meio ao tumulto ou ao pedir para a cozinheira morta "levanta e serve um café / Que o mundo acabou!". Essa postura evidencia o tom descontraído e satírico que Dusek imprime à canção, reforçando sua marca de irreverência e teatralidade, características que ficaram evidentes em sua apresentação no festival MPB 80.
A letra faz referência direta a Nostradamus, conhecido por suas profecias apocalípticas, usando-o como símbolo da busca por explicações diante do inexplicável. Ao citar "Deus, Nostradamus, forças do bem e da maldade, vudoo, calamidade, juízo final", a música ironiza a tendência humana de recorrer ao misticismo em momentos de crise, mas sem encontrar respostas concretas. O cenário de destruição, com edifícios explodindo e o dia virando noite, junto ao absurdo de pedir café a uma cozinheira morta, reforça o clima de surrealismo e crítica à apatia diante de situações extremas. Assim, "Nostradamus" transforma o apocalipse em uma metáfora para o caos cotidiano, expondo com leveza e sarcasmo a fragilidade das certezas humanas e a busca por sentido em meio ao absurdo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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