
Doméstica
Eduardo Dusek
Crítica social e ironia em "Doméstica" de Eduardo Dusek
Em "Doméstica", Eduardo Dusek faz uma crítica direta à hipocrisia social e à perpetuação dos ciclos de exploração no Brasil. A música conta a história de uma empregada doméstica que, vinda do interior, enfrenta condições precárias, violência e é injustamente acusada de tráfico de drogas por seus patrões estrangeiros. O trecho “Nunca notou a quantidade de giletes / Não reparou a mesa espelhada do salão / Não perguntou o que que era um papelote” evidencia que a criminalidade estava no ambiente dos patrões, mas a culpa recai sobre a trabalhadora mais vulnerável. Essa inversão de responsabilidade destaca o abuso de poder e a desigualdade social, temas presentes tanto nos anos 1980 quanto atualmente.
Dusek utiliza humor ácido e ironia para tratar de temas sérios, recorrendo ao estilo do teatro besteirol. A narrativa ganha força quando a protagonista, após ser presa, aprende a "se dar bem" no presídio e, mais tarde, se torna baronesa na Alemanha. O desfecho, em que a antiga patroa americana se torna sua empregada, simboliza uma reviravolta no ciclo de opressão. A gargalhada final da protagonista representa não só uma vingança pessoal, mas também uma vitória simbólica dos marginalizados sobre seus opressores. Assim, "Doméstica" vai além da sátira, funcionando como um comentário social afiado sobre relações de classe, racismo e a resiliência de quem sobrevive à margem.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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