
Café
Egberto Gismonti
Reflexões sobre autenticidade e amargura em "Café"
A música "Café", de Egberto Gismonti, utiliza o café como metáfora para tratar das marcas deixadas por experiências afetivas e existenciais. O verso “mas não esqueça que a marca é amarga / No fim” mostra que, mesmo tentando superar ou manter a resiliência diante do amor, sempre fica um traço de dor ou desilusão, assim como o sabor amargo do café.
Gismonti mistura elementos do jazz com a música popular brasileira, o que aparece em expressões como “transe um papo malandro” e “deixar rolar num samba solto”. Essas frases remetem à leveza e improvisação do samba e à malandragem carioca, sugerindo que, diante das pressões sociais — como em “te vierem propor personagens pra vida real” —, a autenticidade e a espontaneidade são formas de resistência, mesmo que a verdade possa ser dolorosa. A menção a “beba uma pro santo também ou não” faz referência à tradição de brindar aos santos ou orixás, reforçando a aceitação diante das incertezas da vida. Por fim, “um dia a casa cai” lembra que, apesar das máscaras e defesas, a verdade sempre aparece, revelando a vulnerabilidade humana.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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