
Banquete de Signos
Elba Ramalho
Contrastes do sertão em “Banquete de Signos” de Elba Ramalho
“Banquete de Signos”, interpretada por Elba Ramalho, destaca-se por unir referências ao cangaço e à natureza nordestina para abordar a dualidade entre violência e fertilidade, temas marcantes do sertão. O verso “Discutir o cangaço com liberdade / É saber da viola da violência” mostra que entender o cangaço — movimento de banditismo social típico do Nordeste — exige reconhecer tanto sua brutalidade quanto seu papel cultural, simbolizado pela viola, instrumento ligado à tradição popular e à expressão artística. A música também ressalta a força e a fertilidade feminina, como em “Descobrir nos cabelos inocência / É saber da fatal fertilidade”, onde inocência e sensualidade se misturam, evidenciando a complexidade da mulher nordestina e sua conexão com a terra.
O contexto histórico da canção ganha ainda mais significado ao lembrar que Elba Ramalho a interpretava durante o atentado do Riocentro em 1981, um momento marcante da repressão política no Brasil. Isso reforça o tom de resistência e afirmação cultural presente na música. Metáforas como “Descobrir o bagaço dos engenhos / No melaço da cana mais um beijo” unem o trabalho duro do campo ao prazer e ao desejo, enquanto “Saracura do brejo da novena” traz elementos da fauna e da religiosidade popular, compondo um retrato rico e multifacetado do Nordeste. Assim, “Banquete de Signos” celebra as contradições e riquezas da região, transformando experiências históricas e culturais em poesia musical.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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