
Capim do Vale
Elba Ramalho
Acolhimento e raízes nordestinas em “Capim do Vale”
“Capim do Vale”, interpretada por Elba Ramalho, vai além de retratar o cotidiano rural nordestino. A música utiliza imagens como “cheiro de erva, pimenta e capim do vale”, “suor da colheita” e “madeira na estrada” para criar um ambiente de acolhimento, descanso e pertencimento. O convite repetido em “aceita que eu te agasalhe” representa não só carinho, mas também um gesto de refúgio e cumplicidade, destacando a solidariedade e o afeto presentes na vida rural, especialmente após o trabalho árduo.
A letra também aborda a busca por liberdade e justiça ao sugerir “largar o patrão na picada” e “deixar o dinheiro mal pago”, incentivando o afastamento das obrigações e injustiças do trabalho para valorizar o que realmente importa: o descanso, o afeto e a partilha. O verso “deita teu corpo em meu ventre que eu guardo a tua semente” traz uma metáfora de fertilidade e continuidade, simbolizando esperança e preservação das raízes. O trecho final, “ninguém carrega a colheita dos frutos que são da gente”, reforça a ideia de pertencimento e valorização do próprio esforço.
A interpretação de Elba Ramalho, marcada por energia e instrumentos tradicionais, intensifica o sentimento de autenticidade e regionalismo. Assim, “Capim do Vale” se torna um convite ao acolhimento e à valorização das origens nordestinas, celebrando a cultura e a força de quem vive no sertão.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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