
Disparada
Elba Ramalho
Liberdade e resistência em "Disparada" com Elba Ramalho
"Disparada", interpretada por Elba Ramalho, utiliza a figura do boiadeiro como símbolo do homem do sertão e, principalmente, como metáfora para a busca por liberdade e consciência social. O verso “Na boiada já fui boi / Mas um dia me montei” marca uma mudança importante: o personagem deixa de ser conduzido passivamente, como o gado, e passa a assumir o controle da própria vida. Essa transformação reflete o contexto político do Brasil dos anos 1960, quando artistas como Geraldo Vandré recorriam a metáforas para driblar a censura e denunciar as injustiças do regime militar.
A letra destaca o amadurecimento de quem “aprendeu a dizer não” e percebe que “com gente é diferente”, mostrando que pessoas não devem ser tratadas como números ou propriedades. O personagem entende que sua trajetória como boiadeiro, antes vista como um reinado, era apenas uma ilusão de poder, pois ele também era parte de uma engrenagem maior, servindo aos interesses do “dono de uma boiada”. Ao afirmar “não canto pra enganar / vou pegar minha viola / vou deixar você de lado / vou cantar noutro lugar”, a música reforça a ideia de resistência e autenticidade. A interpretação de Elba Ramalho, marcada pela força e conexão com as raízes nordestinas, intensifica a mensagem de coragem e busca por dignidade diante das injustiças.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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