
Estrada do Sertão
Elba Ramalho
Amor contido e paisagem nordestina em “Estrada do Sertão”
“Estrada do Sertão”, interpretada por Elba Ramalho, retrata de forma sensível o amor discreto e intenso vivido no sertão nordestino. A canção utiliza expressões como “desenxabido” e “encruado” para descrever um sentimento amoroso tímido, que não se manifesta em grandes gestos, mas é profundo e marcante. O vocabulário regional aproxima o ouvinte da realidade do interior, onde emoções costumam ser guardadas e expressas de maneira indireta, refletindo a cultura local.
A letra destaca elementos da fauna do sertão, como juriti, jandaia, tiê-sangue, sabiá e colibri, que ajudam a construir o cenário e também funcionam como metáforas para os sentimentos do narrador. O juriti triste e a jandaia que chora representam saudade e melancolia, enquanto o colibri e o tiê-sangue, com suas cores e movimentos, simbolizam desejo e inquietação. O verso “Me suga que nem morcego / Mangando que é beija-flor” mostra a dualidade do amor, que pode ser ao mesmo tempo prazeroso e doloroso. Ao pedir para ser o “bacuri” de “vosmecê”, a música expressa um desejo de entrega e afeto genuíno, reforçando a simplicidade e sinceridade do sentimento. O tom melancólico e a linguagem regional tornam a canção um retrato autêntico do amor sertanejo, marcado por saudade, desejo e forte ligação com a terra e suas tradições.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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