
Paralelas
Elba Ramalho
Solidão e desejo urbano em “Paralelas” de Elba Ramalho
Em “Paralelas”, Elba Ramalho utiliza imagens do cotidiano urbano para expressar a distância emocional entre dois amantes. A frase “paralelas dos pneus na água das ruas” sugere que, mesmo próximos fisicamente, eles seguem trajetórias que nunca se cruzam, reforçando a sensação de solidão. Elementos como carros, trevos, luzes de mercúrio e viadutos ajudam a criar um cenário de cidade grande, onde a pressa e a rotina afastam as pessoas do que realmente importa, como o amor e a conexão verdadeira.
O verso “No escritório em que eu trabalho e fico rico, quanto mais eu multiplico, diminui o meu amor” faz uma crítica direta à busca por sucesso material, mostrando como ela pode esvaziar os sentimentos e afastar as pessoas de suas emoções. As referências ao Corcovado e a Copacabana, símbolos do Rio de Janeiro, ampliam o sentimento de saudade e pertencimento. Já a frase “Como é perversa a juventude do meu coração, e só entende o que é cruel, o que é paixão” traz uma reflexão sobre a intensidade e a dor dos sentimentos amorosos. A ligação da música com o personagem Dr. César na novela “Por Amor” reforça o tema do amor não correspondido ou distante, tornando a canção um retrato sensível da solidão e do desejo de proximidade afetiva na vida urbana.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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