
Pedras e Moças
Elba Ramalho
Reflexão sobre julgamento e perdão em “Pedras e Moças”
“Pedras e Moças”, de Elba Ramalho, utiliza a famosa passagem bíblica “Quem nunca pecou que atire a primeira pedra” para discutir julgamento, perdão e a complexidade dos sentimentos humanos. Ao mencionar “milhares moças, tantas madalenas”, a letra faz referência direta a Maria Madalena, símbolo de arrependimento e redenção, ampliando o sentido para todas as pessoas que já foram julgadas ou marginalizadas por suas escolhas. O uso do termo “madalenas” reforça a ideia de que todos carregam imperfeições e buscam compreensão. Quando a canção afirma “acho que a primeira pedra, quem atirou não tem perdão”, sugere que o verdadeiro erro está em julgar o outro sem empatia.
A música também destaca a dualidade entre o sagrado e o profano ao citar “luciferianas, pobres gabriéis”, colocando lado a lado figuras associadas ao bem e ao mal. Essa oposição mostra como o ser humano é atravessado por desejos, culpas e contradições, e como o amor pode ser fonte de prazer e sofrimento. O verso “como saber quando gozar sem conhecer seu sabor” aponta para a busca por experiências autênticas e o dilema de viver intensamente sem se perder. No fim, “Pedras e Moças” propõe uma visão compassiva sobre as falhas humanas, sugerindo que só quem reconhece a própria vulnerabilidade é capaz de perdoar o outro.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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