
Toque de Fole
Elba Ramalho
“Toque de Fole”: sanfona, coragem e dança sem freio
“Toque de Fole”, de Elba Ramalho, é ao mesmo tempo um chamado ao sanfoneiro e uma celebração do ofício da sanfona. A letra mistura malícia e valentia em expressões como “o fole frouxo” e “mostre que é velho macho”, que acendem o salão com vigor e provocação. O duplo sentido aparece em “castigando a nota lá”, jogando com a nota musical Lá e a ideia de bater forte ali, enquanto o flerte se insinua em “as mulheres estão visando”. A história é direta: o povo pede que o tocador puxe o baile “até o dia clarear”; a pista esquenta, a poeira sobe em cadência de xaxado, e o convite não dá trégua, porque todo mundo “quer se esbaldar... quer dançar”.
O refrão enumera gestos e timbres do trio pé-de-serra: “Dedo no couro é pandeirada / Mão na zabumba é zabumbada / E no triângulo é trianglada... / Dedo no fole é forrozada”. Cada instrumento vira motor de alegria e define o pulso do xaxado/forró. O pedido “Capriche nos oito baixos” destaca a sanfona de botões e a técnica do sanfoneiro, reforçada pela presença de mestres como Sivuca, Severo e Zé Américo na gravação. Lançada em 1983, no álbum Coração Brasileiro, a faixa virou cartão de visita da força nordestina nos anos 80: letra e arranjo de chão batido, festa que atravessa a madrugada e uma performance que ajudou a colocar o forró pé-de-serra no centro do mapa nacional.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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