
Banho de Cheiro
Elba Ramalho
Tradição e celebração nordestina em “Banho de Cheiro”
Em “Banho de Cheiro”, Elba Ramalho utiliza a expressão “bê-a-bá” não apenas como referência ao aprendizado básico, mas como símbolo dos fundamentos da cultura nordestina e brasileira. A repetição desse termo reforça a valorização das raízes e dos costumes regionais, mostrando que a simplicidade pode ser rica em significado. A letra faz menções diretas à Bahia, como “Filhos de Gandhy” e “Senhor do Bonfim”, destacando o sincretismo religioso e a importância das festas populares. Ao mesmo tempo, aborda a dura realidade do sertão, citando “sertão sem chover, sem colher, sem comer, sem lazer”, mas sem perder o tom de celebração e resistência característico da música nordestina.
Composta por Carlos Fernando e eternizada na voz de Elba Ramalho, a canção mistura o ritmo animado do frevo com um olhar afetuoso sobre as tradições. Elementos como “banho de cheiro” e “banho de lua” remetem a rituais de purificação e renovação presentes nas festas populares. O desejo de “navegar” e de encontrar “uma menina que me ensine noite e dia o valor do bê-a-bá” sugere uma busca constante por aprendizado, afeto e conexão com o povo e a terra. Ao ampliar o “bê-a-bá” para os baianos e para o Brasil, a música transforma a expressão em um convite à celebração da vida, misturando alegria, fé, luta e tradição.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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