
9 Círculos
Emicida
Realidade das periferias em "9 Círculos" de Emicida
Em "9 Círculos", Emicida faz uma analogia direta entre a vida nas periferias de São Paulo e os nove círculos do inferno descritos por Dante. O título já indica que cada camada de sofrimento, violência e corrupção enfrentada pelos moradores dessas regiões representa um novo nível de tormento, como fica claro em versos como “Mano, um ser humano, em estado desumano, zuado mano”. A pergunta “O que é pior, chegar no fundo ou continuar caindo?” reforça a sensação de queda sem fim, típica do inferno dantesco, e evidencia o desespero de quem vive nesse contexto.
A música também dialoga com o universo do jogo "Max Payne 3", ambientado em São Paulo, o que intensifica o clima sombrio e realista da letra. Emicida aborda temas como violência policial — “Policia aqui, mata mais que tuskegee” —, manipulação da mídia e opressão política — “Queimam favelas, controlam a mídia e distorcem a informação”. O uso de gírias e imagens do cotidiano, como “Tô eu e meus demônios como sempre” e “Por entre os dedos a vida ía, tipo água da pia, fria, ave maria”, mostra a luta diária contra a desesperança. Expressões como “click-clack-click-clack--boom!” remetem ao som de armas e à tensão constante das ruas. A crítica direta a políticos, como em “Odiar inimigos do povo viu kassab”, reforça o tom de denúncia social. Ao misturar maracatu e samba, Emicida valoriza a cultura local e transforma a faixa em um retrato cru, mas também em um grito de resistência coletiva.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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