
Mariô (part. Criolo)
Emicida
Resistência e ancestralidade em “Mariô (part. Criolo)” de Emicida
A música “Mariô (part. Criolo)”, de Emicida, começa com a saudação “Ogum adjo, ê mariô”, destacando a forte ligação com as religiões de matriz africana. Ao exaltar Ogum, orixá da força e proteção, a canção reafirma a identidade afro-brasileira e transforma a espiritualidade em fonte de resistência diante das adversidades urbanas. O uso da cantiga tradicional da Nação Ketu reforça o papel do rap como espaço de valorização das raízes negras e de afirmação cultural.
Emicida e Criolo citam nomes como Sabotage, Chico Science, Mulatu Astatke e Fela Kuti, criando uma ponte entre artistas que desafiaram o sistema e promoveram mudanças sociais por meio da arte. Referências como “dançar o 'Shimmy Shimmy Ya'” e “Chico avisara 'a roda não vai parar'” reforçam a continuidade e a força da cultura negra. O verso “Atitudes de amor devemos samplear” propõe que exemplos positivos sejam replicados, assim como samples na música. A crítica social aparece em frases como “A hipocrisia doce que alicia nossas crianças” e “Eles dão o doce pra depois tomar”, denunciando as armadilhas enfrentadas pela juventude periférica. Ao afirmar “Eu não preciso de óculos pra enxergar o que acontece ao meu redor”, a música valoriza a consciência crítica e a lucidez. Dessa forma, “Mariô (part. Criolo)” se apresenta como um manifesto de orgulho, resistência e clareza diante dos desafios vividos pela população negra e periférica no Brasil.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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