
Hino Vira-Lata (part. Quinteto em Branco e Preto)
Emicida
Identidade e resistência em “Hino Vira-Lata” de Emicida
"Hino Vira-Lata (part. Quinteto em Branco e Preto)", de Emicida, explora a identidade mestiça e a força de quem vem das periferias, unindo rap e samba para valorizar a boemia e a paixão pela música como formas de resistência. O termo "vira-lata", tradicionalmente associado à marginalidade e à mistura de origens, é ressignificado na canção como símbolo de orgulho e autenticidade. Isso fica claro no verso “ali vai um maloqueiro apaixonado por você”, que expressa afeto, pertencimento e valorização das próprias raízes.
A letra mistura referências à cultura popular, como o pandeiro do repentista e a gira para os orixás, com sentimentos pessoais de busca por perdão e superação. O trecho “minha alma ainda é escrava da boemia / onde o sofrer vira canto, reclusa ave / perdoa, amor, perdoa e joga a chave” mostra o conflito entre a vida noturna, a paixão pela música e as consequências pessoais desse caminho. A parceria com o Quinteto em Branco e Preto reforça a ligação entre samba e rap, gêneros que nasceram nas periferias e sempre foram espaços de expressão e dignidade. Ao afirmar “música é luz que bem faz / é pra dividir com todos, igualzinho o sol faz”, Emicida propõe a música como instrumento de cura coletiva, generosidade e inclusão, rejeitando a cobiça e valorizando a partilha e a simplicidade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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