
Ismália Encontra a Paz
Emicida
A crítica social em "Ismália Encontra a Paz" de Emicida
Em "Ismália Encontra a Paz", Emicida questiona a ideia de paz como um valor universal e neutro, mostrando como ela pode ser usada para excluir e silenciar as dores das periferias e da população negra. Ao dizer "paz é coisa de rico" e "a paz é muito branca", o artista denuncia que manifestações públicas de paz, como as promovidas por celebridades ou políticos — "atriz no trio elétrico" ou "governador participar" —, muitas vezes ignoram a violência diária vivida por quem está à margem da sociedade. A participação de Fernanda Montenegro declamando o poema "Ismália" reforça o contraste entre o ideal de paz e a realidade de sofrimento, trazendo à tona a busca por liberdade diante de um contexto opressor.
A letra também faz referência ao mito de Ícaro, especialmente no verso "no espelho, Ícaro me encarou", para simbolizar o risco e o preço da tentativa de ascensão social para pessoas negras, que frequentemente enfrentam barreiras e punições. Ao perguntar "quantas pessoas cabem na sua paz? Que tipo de pessoa cabe na sua ideia de paz?", Emicida evidencia o racismo estrutural e a seletividade presentes na noção de paz defendida por parte da sociedade. O refrão "Parem de matar nossas crianças / São nossos filhos" expressa a indignação diante do genocídio da juventude negra, reforçando a crítica à paz superficial e exigindo justiça e reconhecimento das dores históricas e atuais das comunidades marginalizadas.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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