
Paisagem
Emicida
Crítica social e ironia em "Paisagem" de Emicida
Em "Paisagem", Emicida utiliza a ironia do refrão "tudo está em paz" para questionar a normalização do caos e da violência nas cidades brasileiras. Ao descrever cenas como "cheira à pólvora, frio de mármore" e "nos arredores tudo já pertence aos roedores", ele constrói uma imagem de decadência, morte e abandono. A repetição do refrão reforça a crítica à apatia social e à falsa sensação de tranquilidade, frequentemente alimentada pela mídia e por discursos oficiais. O verso "reconheça sério que o mal foi sagaz" faz referência à tradição crítica de Machado de Assis, destacando como o racismo estrutural e outras injustiças são males profundos e astutos na sociedade.
A música também aborda a alienação causada pelo consumismo e pelas redes sociais, como em "a rede social dá o que nós quer enquanto rouba o que nós precisa". Esse trecho evidencia a troca de necessidades reais por satisfações superficiais. O impacto psicológico desse ambiente aparece em "ansiedade corrói como ferrugem", enquanto "a pobreza de espírito aqui fez a de grana se tornar um detalhe" mostra que a crise moral e emocional é ainda mais grave do que a material. Com imagens fortes e diretas, Emicida expõe a desconexão humana e a indiferença diante das injustiças, convidando o ouvinte a refletir sobre o verdadeiro significado de viver "em paz" em meio ao caos.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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