
Sementes (part. Drik Barbosa)
Emicida
Infância e desigualdade em "Sementes (part. Drik Barbosa)"
Em "Sementes (part. Drik Barbosa)", Emicida utiliza a metáfora das sementes para falar sobre o desenvolvimento das crianças, mostrando que, assim como uma semente precisa de condições adequadas para crescer, as crianças também precisam de direitos e oportunidades para se desenvolver plenamente. A música destaca como a falta dessas condições, agravada pela desigualdade social e pelo racismo, impede que muitas crianças, especialmente negras e periféricas, alcancem seu potencial. O verso “Um baobá vira um bonsai, é só assim pra explicar” ilustra de forma clara como o potencial de uma criança pode ser drasticamente limitado quando ela é privada de oportunidades, reforçando a ideia central da canção.
O contexto da pandemia de Covid-19 é abordado na letra, mostrando como a crise aprofundou ainda mais as dificuldades enfrentadas por essas crianças, deixando “ferida na alma” e uma “coleção de trauma”. A música traz exemplos concretos, como meninas negras forçadas ao trabalho doméstico e meninos vendendo bala nos faróis, evidenciando que o trabalho infantil tem cor e endereço. O refrão “Crianças não têm trabalho, não” aparece como um manifesto direto, enquanto a afirmação de que dignidade não se negocia reforça a crítica social. Ao final, Emicida convoca a sociedade a garantir que as crianças possam crescer em um ambiente saudável, defendendo que merecem um mundo como um jardim, e não como uma cela.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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