
Trabalhadores do Brasil (part. Marcelino Freire)
Emicida
Racismo estrutural e resistência em “Trabalhadores do Brasil”
Em “Trabalhadores do Brasil (part. Marcelino Freire)”, Emicida utiliza figuras históricas e divindades afro-brasileiras, como Zumbi dos Palmares, Olorum, Obatalá e Ossaim, para ilustrar a persistência da marginalização e da exploração dos negros no Brasil. Ao retratar Zumbi cortando cana e Olorum como cobrador de ônibus, a música evidencia como o trabalho precarizado e a invisibilidade social ainda são impostos à população negra, mesmo quando se trata de personagens de grande importância cultural e espiritual. Essa escolha reforça a crítica à naturalização das funções subalternas atribuídas aos negros no imaginário coletivo brasileiro.
A repetição da frase “Tá me ouvindo bem?” serve como um chamado direto ao ouvinte, exigindo atenção e responsabilidade diante das injustiças sociais apresentadas. O poema atinge seu ponto máximo com a declaração “Seu branco safado: Ninguém aqui é escravo de ninguém!”, que sintetiza a mensagem de resistência, dignidade e recusa à submissão. Ao trazer essas imagens e afirmações para o álbum, Emicida e Marcelino Freire não apenas denunciam a exploração, mas também reafirmam a humanidade e o valor dos trabalhadores negros, confrontando o racismo estrutural e a herança escravocrata ainda presentes no cotidiano do Brasil.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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