Os Olhos do Meu Cavalo
Fabiano Bacchieri
Luto e amizade em “Os Olhos do Meu Cavalo” de Fabiano Bacchieri
A música “Os Olhos do Meu Cavalo”, de Fabiano Bacchieri, aborda de forma sensível o impacto emocional da morte de um cavalo, mostrando como, no contexto rural gaúcho, esse animal é muito mais que um instrumento de trabalho: é um verdadeiro companheiro. O verso “Quando morreu meu cavalo / Por certo Deus descansava” expressa a sensação de abandono e impotência diante da perda, como se até mesmo Deus estivesse ausente naquele momento, reforçando o sentimento de solidão do narrador.
A letra utiliza imagens do campo para criar uma atmosfera melancólica, como em “corvada, em vôos rasos, / Trazia garras de morte”, onde a presença dos corvos simboliza a chegada da morte, um elemento tradicional no imaginário rural. Detalhes do cotidiano, como “na recolhida pra encilha” e “apertar a cincha no osso do peito”, mostram a rotina de quem vive em sintonia com o cavalo. O silêncio que se instala após a morte, destacado em “Ficou um silêncio largo / Talvez faltando um relincho...”, intensifica a dor da ausência. O lamento do narrador, ao dizer “Isso não é coisa, parceiro / Que se faça com um amigo!”, revela a profundidade do vínculo afetivo e a sensação de injustiça diante do ciclo natural da vida. Assim, a canção transforma uma experiência pessoal em uma reflexão universal sobre amizade, luto e o tempo, tendo a paisagem e os costumes do Rio Grande do Sul como cenário emocional e simbólico.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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