
A Marcha Fúnebre Prossegue
Facção Central
Violência e denúncia social em “A Marcha Fúnebre Prossegue”
Em “A Marcha Fúnebre Prossegue”, o Facção Central escancara a realidade brutal das periferias brasileiras, recusando qualquer tentativa de suavizar ou romantizar o cotidiano marcado pela violência. A escolha de não “rimar felicidade” e a repetição do verso “a paz tá morta, desfigurada no IML” mostram o compromisso do grupo em retratar a ausência de esperança e a presença constante da morte. O título da música funciona como uma metáfora para o ciclo interminável de luto e sofrimento, evocando marchas fúnebres clássicas, como as de Chopin e Beethoven, para reforçar a ideia de tragédia permanente.
A letra aborda tanto a violência direta, com imagens como “o moleque com a faca na mão” e “gambé desovando mais um corpo no mato”, quanto a violência estrutural, evidenciada em versos como “na favela não tem piscina, armário com comida” e “1-5-1 por mês de salário / Que não enche nem metade de um carrinho no mercado”. O Facção Central também critica a alienação dos mais ricos, que “vivem no condomínio, limpa o rabo com dinheiro” e só percebem a gravidade da situação quando a violência ultrapassa seus próprios limites. Ao rejeitar qualquer promessa de esperança fácil, a música se firma como um grito de denúncia e revolta, exigindo que a sociedade encare de frente a dura realidade das periferias.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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