
Vidas Em Branco
Facção Central
Desigualdade e exclusão social em "Vidas Em Branco"
"Vidas Em Branco", do Facção Central, denuncia como o potencial de jovens das periferias é desperdiçado por falta de oportunidades e apoio social. O título e o refrão reforçam a ideia de vidas "passando em branco", ou seja, trajetórias que poderiam ser marcadas por conquistas acabam apagadas pela violência, crime e marginalização. O verso “Vi moleque que poderia ter sido jogador... Mas tomou uma goleada de um oitão” mostra como sonhos, como o de ser jogador de futebol, são interrompidos de forma brutal, simbolizando a substituição das vitórias pelo impacto da violência cotidiana.
A letra traz exemplos concretos para criticar o sistema, como em “No pagode, no rap, vários talentos... Em vez de disco, CD, uma fita / Fita errada que fulminou suas vidas”, mostrando que a criminalidade muitas vezes surge como única alternativa para quem não tem espaço para desenvolver seus talentos. O trecho “Enquanto o lazer for pipa e o ensino escola sem professor / É 'não se mexe que é assalto doutor!'” evidencia a ligação entre negligência do Estado, precariedade da educação e aumento da criminalidade. A frase “Quem planta arma, colhe corpo no chão” resume a mensagem central: a violência é resultado do abandono e da falta de investimento social. Ao final, a música pede respeito e dignidade para os moradores das favelas, deixando claro que a violência é consequência da exclusão, não uma escolha natural.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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