
Apologia Ao Crime
Facção Central
Reflexão social e resistência em “Apologia Ao Crime”
A música “Apologia Ao Crime”, do Facção Central, surpreende ao contrariar o que o título sugere. Em vez de incentivar o crime, a letra faz um alerta direto sobre as consequências trágicas desse caminho, especialmente para quem vive nas periferias. O grupo usa uma linguagem crua para mostrar que, apesar de o crime parecer uma saída diante da falta de oportunidades, ele leva apenas à dor, morte ou prisão. Trechos como “Não queria te ver na maca cuspindo sangue, quase morto” e “O conforto não vem através do revólver” deixam claro que a criminalidade não traz o alívio ou ascensão prometidos, mas sim sofrimento e destruição.
O contexto do Facção Central, frequentemente acusado de “apologia ao crime” por suas letras realistas, é essencial para entender a ironia do título. O grupo denuncia a desigualdade social e a violência policial, como ao criticar o sistema que “quer você virando a cadeia, matando estuprador” e ao afirmar que “nossa vida vale menos que um real”. A música desmonta o glamour do crime ao mostrar que, no fim, “sempre o mesmo fim: mãe chorando no caixão”. Ao repetir o refrão “Não caia na armadilha, siga a minha apologia”, o Facção Central propõe uma “apologia” diferente: a busca por educação e superação, como em “O sistema tem que chorar vendo a sua formatura!”. Assim, a música se torna um manifesto contra a marginalização e um chamado à resistência por meio da dignidade e do conhecimento.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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