
Aparthaid No Dilúvio de Sangue
Facção Central
Violência e desigualdade em “Aparthaid No Dilúvio de Sangue”
A música “Aparthaid No Dilúvio de Sangue”, do Facção Central, faz uma crítica direta à segregação social e racial no Brasil, comparando-a ao apartheid sul-africano. O grupo destaca que, mesmo sem leis explícitas de separação, a divisão entre ricos e pobres é profunda e violenta, como mostram versos como “De um lado favela, do outro Hilton, Morumbi, Marginal”. A letra denuncia a indiferença das elites diante do sofrimento das periferias, retratando-as como espectadores frios da violência: “Senta no sofá, liga o home theater da sala / Pra ver criança mutilada em 60 polegadas”.
A repetição do verso “Que não haja um que tenha compaixão dos seus órfãos” reforça a ideia de uma justiça implacável contra os opressores, fazendo referência ao Salmo 109 da Bíblia, que pede punição divina aos ímpios. O Facção Central também utiliza referências históricas e políticas, como Martin Luther King Jr., Al-Qaeda e Hezbollah, para mostrar que a violência extrema pode surgir como resposta à opressão, sem necessariamente justificar esses atos, mas buscando entender suas origens. Ao citar “Serra Leoa com potencial dinamarquês”, a música ironiza o contraste entre a violência e o potencial de riqueza do país. O tom é de denúncia e indignação, expondo a hipocrisia das instituições e o cansaço de quem vive à margem, sem acesso à justiça ou compaixão.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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