
A Multa
Falcão
Crítica social e humor em "A Multa" expõem corrupção cotidiana
Em "A Multa", Falcão utiliza o humor e a ironia para abordar a corrupção e o abuso de autoridade no cotidiano brasileiro. Logo no início, a justificativa absurda do policial para aplicar a multa em dobro — "corno paga dobrado" — evidencia o uso arbitrário do poder e a distorção das leis para interesses pessoais. Essa situação satiriza não só a corrupção dos agentes públicos, mas também a facilidade com que desculpas pessoais, como a traição da esposa, são usadas para tentar justificar infrações, ridicularizando a falta de responsabilidade individual.
A letra exagera nas infrações cometidas pelo motorista — dirigir embriagado, sem cinto, sem carteira, sem freio, sem farol, sem sinaleira — criando uma caricatura do cidadão irresponsável. Ao mesmo tempo, critica os próprios agentes de trânsito, que sugerem a necessidade de "deixar o do café" (propina) para evitar problemas maiores. O refrão repetitivo, "multa, esse fela da puta, multa que é para moralizar", reforça a ironia: a suposta moralização serve apenas de pretexto para abusos e corrupção. Assim, Falcão faz uma crítica social bem-humorada, usando o brega e o deboche para expor as falhas tanto dos cidadãos quanto das autoridades.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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