
Só É Corno Quem Quer
Falcão
Humor e crítica social em “Só É Corno Quem Quer” de Falcão
A música “Só É Corno Quem Quer”, de Falcão, aborda a traição conjugal de forma irreverente, usando humor ácido e ironia para transformar o sofrimento do “corno” em motivo de piada e reflexão social. No trecho “Não sei se foi o Voltaire / Ou foi um bodegueiro que disse / Que o mundo não se acaba / Quando se ganha um par de chifre”, Falcão mistura referências filosóficas e populares para mostrar que a infidelidade é algo comum e não deve ser encarada como uma tragédia. Essa mistura de cultura erudita e popular é uma marca do artista, que utiliza o deboche para questionar tabus e comportamentos sociais.
A letra também ironiza os estereótipos do homem traído, como em “um homem traído, iludido, enganado / Ou é um homem perigoso, ou então é um abestado”, sugerindo que o problema não está em ser traído, mas em como se reage à situação. O verso “um corno esclarecido / É sempre um corno legal” reforça a ideia de que lidar com maturidade é melhor do que buscar vingança. No final, Falcão leva o humor ao limite ao descrever o “corno vingativo” que, para se vingar, “passa a dar o cú”, usando o exagero para ridicularizar a lógica da vingança e expor o absurdo das convenções machistas. Assim, a música transforma a infidelidade em uma sátira social, mostrando que, no fundo, “só é corno quem quer”.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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