
A Terra Há De Comer (Já Que Eu Não Comi)
Falcão
Crítica social bem-humorada em “A Terra Há De Comer (Já Que Eu Não Comi)”
Em “A Terra Há De Comer (Já Que Eu Não Comi)”, Falcão usa o humor ácido para criticar o individualismo e a falta de empatia nas relações sociais. A música gira em torno da ideia absurda de responsabilizar o falecido pelo incômodo causado aos vivos, como se fosse possível agendar a própria morte para não atrapalhar compromissos. O refrão repetitivo — “Mas você também podia marcar outra hora pra poder se enterrar!” — escancara essa inversão de valores, mostrando como o cotidiano e as obrigações profissionais acabam se sobrepondo a rituais de respeito e despedida.
O narrador justifica sua ausência no enterro dizendo que poderia até perder o emprego ou que não foi ao velório para se divertir, evidenciando a superficialidade das desculpas e a priorização do próprio conforto. Falcão satiriza a ideia de que até a morte deveria se adaptar à agenda dos vivos, ironizando a insensibilidade e a burocratização das relações humanas. O título da música faz um trocadilho: se “a terra há de comer” o falecido, é porque o narrador não teve a chance de “comer” (aproveitar) nada dele em vida, ampliando o tom de deboche e resignação diante da morte.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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