
Vou Subir a Colina
Fernanda Abreu
Identidade e resistência em “Vou Subir a Colina” de Fernanda Abreu
“Vou Subir a Colina”, de Fernanda Abreu, expressa de forma clara e afetiva a ligação profunda entre o torcedor do Vasco da Gama e a história do clube. O título e o refrão fazem referência direta ao estádio São Januário, chamado de “A Colina”, transformando o simples ato de ir ao estádio em um ritual de devoção e pertencimento. Para os vascaínos, “subir a colina” representa mais do que acompanhar um jogo: é um gesto de amor e compromisso com o time, quase como um relacionamento verdadeiro.
A letra destaca ídolos históricos como Roberto Dinamite, Romário, Mazinho, Edmundo, Juninho Pernambucano e Felipe, conectando diferentes gerações de torcedores e celebrando conquistas marcantes. Um ponto central da música é a valorização da diversidade étnica do clube. Ao citar jogadores como Barbosa, Alcir, Bellini e Ademir, Fernanda Abreu ressalta o orgulho de um time que sempre foi símbolo de inclusão e combate ao racismo, algo confirmado pela trajetória do Vasco. O trecho “Sou mestiço da cor do Brasil / Sou da África, de Portugal / A elite fingiu que não viu, mas o bem venceu o mal” resume esse espírito de resistência e superação, mostrando o clube como reflexo da mistura e da luta por igualdade presentes na sociedade brasileira. Assim, a música vai além da homenagem esportiva, tornando-se um símbolo de pertencimento, diversidade e resistência.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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