
É Hoje
Fernanda Abreu
Carnaval e pertencimento em “É Hoje” de Fernanda Abreu
Na voz de Fernanda Abreu, “É Hoje” ganha novos contornos ao unir o samba-enredo tradicional da União da Ilha do Governador com elementos de pop e música eletrônica. Essa releitura destaca a força do Carnaval como espaço democrático, onde todos podem se sentir protagonistas. O verso “Será que eu serei o dono dessa festa / Um rei no meio de uma gente tão modesta” mostra que, durante a folia, qualquer pessoa pode se sentir especial, independentemente de sua origem ou condição social. O Carnaval, assim, se torna uma celebração coletiva em que cada um tem seu momento de destaque.
A letra também valoriza a ligação com a cultura popular e as tradições afro-brasileiras. Trechos como “Levei o meu samba pra mãe de santo rezar / Contra o mal olhado eu carrego meu patuá” evidenciam a importância da proteção espiritual e da fé, mostrando que a alegria do Carnaval é também um ato de resistência. O refrão “É hoje o dia da alegria / É a tristeza, nem pode pensar em chegar” resume o espírito do evento: um tempo em que a felicidade é prioridade e as dificuldades do dia a dia ficam em segundo plano. Ao perguntar ao “espelho” se existe alguém mais feliz, a música reforça o sentimento de pertencimento e plenitude que o Carnaval proporciona, algo que Fernanda Abreu amplia ao misturar tradição e modernidade, tornando a festa ainda mais inclusiva e vibrante.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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