
A Mendiga
Fernando Mendes
Empatia e crítica social em “A Mendiga” de Fernando Mendes
Em “A Mendiga”, Fernando Mendes retrata com sensibilidade a vida de uma mulher em situação de rua, destacando sua humanidade e beleza mesmo diante da exclusão social. Ao descrever “seu rosto tão pequeno e bonito”, o artista chama atenção para a dignidade de pessoas marginalizadas, que muitas vezes passam despercebidas pela sociedade. O momento em que o narrador acorda a personagem e logo se arrepende — “porque eu fui lhe acordar?” — revela empatia e respeito, além de expor a culpa de quem, mesmo com boas intenções, percebe a vulnerabilidade do outro.
A letra utiliza a metáfora da natureza para ilustrar a desigualdade: “a natureza é caprichosa, mas deu a beleza pra rosa e os espinhos pra você”. Com isso, Mendes sugere que, apesar da beleza e do potencial da personagem, a vida lhe impôs dificuldades injustas. O refrão, ao repetir o desejo de ajudar, reforça tanto a compaixão do narrador quanto a sensação de impotência diante de um problema social profundo. Essa abordagem é característica do trabalho de Fernando Mendes, que frequentemente dá voz a personagens marginalizados, convidando o ouvinte a refletir sobre a indiferença social e a importância da empatia, sem recorrer a julgamentos ou estigmas.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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