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Mortel

Fischbach

Vulnerabilidade e busca por sentido em “Mortel” de Fischbach

Em “Mortel”, Fischbach explora a sensação de vulnerabilidade diante do acaso e do perigo imprevisível da vida. A repetição da frase “Jamais rien vu d’aussi mortel que ces tirs au hasard” (“Nunca vi nada tão mortal quanto esses tiros ao acaso”) destaca como o inesperado pode ser tão letal quanto ameaças planejadas. A metáfora do “parachutiste” (paraquedista) e a ideia de ser alvo reforçam essa exposição constante a riscos que fogem ao controle, enquanto a menção ao “sémaphore” (sinalizador) sugere o desejo de ser visto ou de afirmar a própria existência em meio ao caos.

O contexto da obra de Fischbach, conhecido por abordar temas existenciais, aparece nas imagens de tiros aleatórios e na incerteza do destino. O verso “Je viendrai demain aux nouvelles à la lueur du phare” (“Eu virei amanhã buscar notícias à luz do farol”) indica uma busca por orientação ou esperança em meio à escuridão. Já “Je quitterai demain ces terres sans vous dire au revoir” (“Partirei amanhã dessas terras sem me despedir”) fala sobre a transitoriedade da vida e a possibilidade de partir sem aviso. Com uma sonoridade inspirada no pop new wave francês dos anos 1980, “Mortel” cria uma atmosfera sombria e introspectiva, refletindo sobre o risco, o acaso e a necessidade de encontrar sentido mesmo quando tudo parece incerto.

Composição: Xavier Thiry, Antoine Gaillet & Fishbach. Essa informação está errada? Nos avise.

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