
La Veronica
Fito Páez
Ressignificação e cinema existencialista em “La Veronica”
Em “La Veronica”, Fito Páez escolhe Roma como cenário, em vez de Portugal, para destacar a busca da protagonista por reinvenção e autodescoberta. A menção à “calle del calvario” e à “tarde de crucifixión” conecta Verónica à figura bíblica que enxuga o rosto de Cristo, sugerindo compaixão e redenção diante do sofrimento cotidiano. Elementos como “plano secuencia real” e “exterior, día, toma 22” trazem uma linguagem cinematográfica, reforçando a ideia de que a vida da personagem é como um filme em constante reescrita. Ao desfazer as malas e se lançar à cidade, Verónica simboliza liberdade e desapego do passado, assumindo o controle de sua própria história.
A melancolia da música aparece na repetição de “todas las vidas cayeron al mar” (todas as vidas caíram no mar), evocando a transitoriedade das experiências e como pessoas e histórias se perdem com o tempo. O contraste entre o desejo dela de “hacerlo tan feliz” (fazê-lo tão feliz) e a expectativa dele de “un amor y no una actriz” (um amor e não uma atriz) revela a tensão entre autenticidade e representação, mostrando uma barreira emocional difícil de superar. A inspiração musical em “Dindi”, de Sinatra e Jobim, com arranjos orquestrais e guitarra espanhola, cria uma atmosfera nostálgica. O videoclipe, ao homenagear a Nouvelle Vague, reforça o tom existencialista e a busca por sentido em meio à solidão e à passagem do tempo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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