
Macumbeira
Flávio Henrique
Sincretismo e humor nas tentativas de amor em “Macumbeira”
Em “Macumbeira”, Flávio Henrique explora o sincretismo religioso presente na cultura brasileira ao misturar referências a práticas de diferentes origens, como simpatias, mandingas, velas em encruzilhadas e fitas do Senhor do Bonfim. O narrador recorre tanto à "macumbeira" quanto a santos católicos, como Santo Antônio, mostrando como crenças populares e religiosas convivem de forma natural e complementar no cotidiano. Essa mistura reflete a flexibilidade cultural do brasileiro, que, diante de um problema amoroso, não hesita em buscar ajuda em todas as frentes possíveis, sem distinção entre o sagrado e o profano.
A música adota um tom leve e bem-humorado para tratar do desespero amoroso, transformando-o em uma série de tentativas criativas e supersticiosas. Trechos como “mandar sua foto pra uma macumbeira” e “comprar um Baduá” (amuleto de proteção) ilustram essa busca incansável por soluções, enquanto elementos como pé de coelho, trevo de quatro folhas e fitas do Senhor do Bonfim reforçam a diversidade das tradições populares. Ao abordar o tema com leveza, Flávio Henrique celebra a criatividade e a esperança das pessoas diante das frustrações do coração, valorizando a riqueza cultural e a capacidade de rir das próprias dificuldades.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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