
Cara Feia
Gabriel O Pensador
Desigualdade e esperança social em "Cara Feia" de Gabriel O Pensador
A música "Cara Feia", de Gabriel O Pensador, foi lançada em um período de grande expectativa política no Brasil, pouco antes da eleição de Lula. Gabriel usa a expressão facial como símbolo direto da desigualdade social, como mostra o verso: "Cara feia... pra mim é fome / E cara alegre é a cara de quem come". Ele associa o sofrimento estampado no rosto das pessoas à privação material, principalmente à fome, um problema persistente no país. O contexto político da época, com a chegada de um ex-operário à presidência, reforça a mensagem de esperança e possibilidade de mudança, evidenciada em "Um bom exemplo vem da nossa presidência / Porque lá quem tá mandando é um operário".
A letra também aborda a "outra fome, fora do abdômen", referindo-se a desejos, frustrações e carências emocionais ou sociais. Gabriel destaca como essa fome pode levar à violência e à criminalidade, especialmente entre jovens das periferias, mas sugere caminhos de superação: "Mas se os meninos forem mais malandros / Vão saber que ser trabalhador não é ser otário". O tom da música mistura crítica social com otimismo, rejeitando o pessimismo e defendendo a união e a esperança como formas de transformação: "O caminho é mais pro alto / No mar e no sertão, na favela e no asfalto / Todo mundo sente fome, fome de futuro". "Cara Feia" se destaca como um chamado à empatia, à luta coletiva e à crença em dias melhores.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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